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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

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Os novos vulcões submarinos

Mäyjo, 28.05.17

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FORAM ESTES OS VULCÕES RESPONSÁVEIS PELA SEPARAÇÃO DA NOVA ZELÂNDIA DA AUSTRÁLIA?

Um aglomerado de vulcões submersos, com potencial para ajudar a desvendar os segredos do fundo do mar entre a Austrália e a Nova Zelândia – inclusive a separação das mesmas – foi descoberto recentemente ao largo da costa de Sidney por uma equipa de cientistas.

 

Os quatro vulcões inactivos, que se estendem por uma área de 20 por seis quilómetros, a 4.900 metros de profundidade, foram localizados a cerca de 250 quilómetros da costa de Sidney, na Austrália.

A cordilheira, que se eleva a 700 metros do fundo marinho, foi encontrada em Junho durante uma expedição científica submarina. Os investigadores da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, estavam à procura de berçários de larvas de lagostas quando as imagens sonar identificaram os vulcões a 4.900 metros de profundidade, escreve o Daily Mail.

Estima-se que o aglomerado tenha cerca de 50 milhões de anos e que se tenha formado quando o supercontinente Gondwana se dividiu nas regiões que hoje são conhecidas como a Nova Zelândia e a Austrália.

De acordo com os investigadores envolvidos na descoberta, os novos vulcões podem ajudar a compreender melhor a separação da Nova Zelândia da plataforma continental australiana. O conjunto vulcânico será ainda útil para futuras investigações sobre a crosta terrestre.

Os agentes modeladores ou modificadores do relevo

Mäyjo, 24.03.16

Principais formas de relevo: montanhas, planaltos, planícies e depressões.

O relevo é o resultado da ação das forças endógenas (agentes internos) e exógenas (agentes externos) que agiram e agem no decorrer dos anos e das eras geológicas. Essas forças são chamadas agentes do relevo. Quando essas forças ou agentes agem de dentro para fora da Terra, são denominados agentes formadores internos (endógenos), como a tectónica, o vulcanismo e os abalos sísmicos. Quando ocorrem da atmosfera para a litosfera, isto é, na superfície, temos os agentes modeladores externos (exógenos) do relevo, como: as chuvas , o gelo, mares, rios, animais e vegetais e o próprio homem (ação antrópica) que altera (construindo e/ou reconstruindo e/ou destruindo) a superfície do planeta.
 
 

Meteorização 

A meteorização é um conjunto de processos físicos, químicos e biológicos que atuam sobre as rochas provocando a sua desintegração ou decomposição.
A rocha decomposta transforma-se num material chamado manto, um resíduo que repousa sobre a rocha matriz, sem ter ainda se transformado em solo.
As rochas podem partir-se sem que se altere sua composição: é a desintegração física ou mecânica. Nos desertos, as variações de temperatura entre os dias e as noites chegam ao ponto de partir as rochas.
Nas zonas frias, a água que se infiltra na rachadura das rochas pode congelar, se dilatar e partir a rocha, num processo denominado gelivação. A meteorização química acontece quando a água, ou as substâncias nela dissolvidas, reage com os componentes das rochas. Nesse processo, as rochas modificam sua estrutura química, sendo mais facilmente erodidas, com o material sendo levado pelos agentes de transporte (vento, chuva, rios).
O oxigénio que existe na água oxida os minerais que contêm ferro e forma sobre as rochas o que costumamos chamar de ferrugem. A ação da água sobre o granito, por exemplo, converte-o em quartzo e argilas.
 
A ação das águas das chuvas: quando as chuvas caem sobre a Terra, suas águas podem seguir três caminhos: evaporar-se, indo para a atmosfera; infiltrar-se no solo até aos lençois freáticos; e escorrer pela superfície da Terra, sob a forma de enxurradas e torrentes. São um dos mais eficazes agentes de erosão, muitas vezes causando deslizamentos.
 
 

Agentes internos

Tectónica

Os movimentos tectónicos resultam de pressões, vindas do interior da Terra e que agem na crosta terrestre. Quando as pressões são verticais, os blocos continentais sofrem levantamentos e baixamentos. Os movimentos resultantes de pressão vertical são chamados epirogenéticos. Quando as pressões são horizontais, são formados dobramentos ou enrugamentos que dão origem às montanhas. Esses movimentos ocasionados por pressão horizontal são chamados orogenéticos.
O diastrofismo (distorção) caracteriza-se por movimentos lentos e prolongados que acontecem no interior da crosta terrestre, produzindo deformações nas rochas. Esse movimento pode ocorrer na forma vertical (epirogênese) ou na horizontal (orogênese).
A epirogênese ou falhamento consiste em movimentos verticais que provocam pressão sobre as camadas rochosas resistentes e de pouca plasticidade, causando rebaixamentos ou soerguimentos da crosta continental. São movimentos lentos que não podem ser observados de forma direta, pois requerem milhares de anos para que ocorram.
A orogénese ou dobramento caracteriza-se por movimentos horizontais de grande intensidade que correspondem aos deslocamentos da crosta terrestre. Quando tais pressões são exercidas em rochas maleáveis, surgem os dobramentos, que dão origem às cordilheiras. Os Alpes e os Himalaias, entre outras, originam-se dos movimentos orogénicos. A orogénese também é responsável pelos terremotos e maremotos.

Vulcanismo

Chama-se vulcanismo às diversas formas pelas quais o magma do interior da Terra chega até à superfície. Os materiais expelidos podem ser sólidos, líquidos ou gasosos (lavas, material piroclástico e fumarolas). Esses materiais acumulam-se num depósito sob o vulcão até que a pressão gerada faça com que ocorra a erupção. As lavas escorrem pelo edifício vulcânico, alterando e criando novas formas na paisagem. O relevo vulcânico caracteriza-se pela rapidez com que se forma e com que pode ser destruído.
Localização dos vulcões: A maioria dos vulcões da Terra está concentrada em duas áreas principais: Círculo de Fogo do Pacífico: desde a Cordilheira dos Andes até as Filipinas, onde se concentram 80% dos vulcões da superfície.
Outras localizações: América Central, Antilhas, Açores, Cabo Verde, Mediterrâneo e Cáucaso.

Abalos sísmicos ou terremotos

O terremoto ou sismo se ocorre devido aos movimentos convectivos que ocorrem na astenosfera. Esses movimentos forçam as placas tectônicas da litosfera (camada rochosa) movendo-as, como resultado as placas podem se chocar (formando bordas convergentes), se separar (formando bordas divergentes) ou deslizar (formando bordas transformantes). O terremoto é resultado do alívio da pressão que existe entre essas placas gerando, desta maneira, uma vibração. Essa vibração propaga-se através das rochas pelas ondas sísmicas. O ponto do interior da Terra onde é gerado o sismo é designado por hipocentro ou foco enquanto que o epicentro é o ponto da superfície terrestre. Os sismógrafos são os aparelhos que detectam e medem as ondas sísmicas. A intensidade dos terremotos é dada pela Escala Mercalli Modificada, que mede os danos causados pelo sismo.

 

Agentes externos:

Os agentes externos modificam o relevo, estes são: as águas do mar, dos rios e das chuvas, o gelo, o vento e o homem, causando a erosão marinha, erosão fluvial, erosão pluvial, erosão glacial, erosão eólica e erosão antrópica.Eles agridem a superfície terrestre fazendo dela formatos e tamanhos diferentes.

Os glaciares

Em algumas zonas de clima muito frio, a neve não derrete durante o verão. O peso das camadas de neve acumuladas durante invernos seguidos acaba por transformá-la em gelo. Quando essa enorme massa de gelo se desloca, corre como um poderoso rio de gelo. Os glaciares realizam um trabalho de erosão nas rochas que as cercam, formando vales em forma de U. Os sedimentos transportados pelos glaciares são chamados moreias.

Rios, os grandes construtores

A união de várias correntes acaba formando os rios, que são correntes de água com leito definido e vazão regular. A vazão pode sofrer mudanças ao longo do ano. Essas mudanças devem-se tanto a estiagens prolongadas quanto a cheias excecionais, às vezes com efeitos catastróficos sobre as populações e os campos.
Quanto maior for o poder erosivo de um rio, maior será sua vazão e a inclinação do seu leito, que pode sofrer variações ao longo do percurso.
 
Ao lonfo do seu curso, os rios realizam três trabalhos essenciais para a construção e modificação do relevo:
  • Erosão, ou seja, escavação dos leitos. Quanto maior for o poder erosivo de um rio, maior será sua vazão e a inclinação do seu leito;
  • Transporte dos sedimentos, os chamados aluviões;
  • Sedimentação, quando há a formação de planícies e deltas.
Podemos dividir o caminho que o rio percorre da nascente até a foz em três porções que podem ser comparadas com as três fases da vida humana: curso superior, equipara-se à juventude; o curso médio equivale à maturidade; e o curso inferior, à velhice.
Curso superior: O curso superior do rio é sua parte mais inclinada, onde o poder erosivo e de transporte de sedimentos é muito intenso. A força das águas escava vales em forma de V. Se as rochas do terreno são muito resistentes, o rio circula por elas, formando gargantas ou desfiladeiros.
Curso médio: No curso médio do rio, a inclinação se suaviza e as águas ficam mais tranquilas. Sua capacidade de transporte diminui e começa a depositar os sedimentos que não consegue transportar.
Na época das cheias, o rio transborda, depositando nas margens grande quantidade de aluviões. Nessas regiões formam-se grandes planícies sedimentares, onde o rio descreve amplas curvas, chamadas meandros. A sedimentação é um processo muito importante para a humanidade. Culturas antigas, como as do Egito, Mesopotânia e Índia, estão relacionadas com a fertilidade dos sedimentos depositados por rios.
Curso inferiror: O curso inferior do rio corresponde às zonas próximas de sua foz. A inclinação do terreno torna-se quase nula e há muito pouca erosão e quase nenhum transporte. O vale alarga-se e o rio corre sobre os sedimentos depositados.
A foz pode estar livre de sedimentação ou podem surgir aí acumulações de aluviões que dificultam a saída da água. No primeiro caso, recebe o nome de estuário e no segundo, formam-se os deltas.

Abrasão marinha

A ação das águas do mar
O que é? O mar exerce um duplo trabalho nos litorais dos continentes. É um agente erosivo, que desgasta as costas em um trabalho incessante de destruição chamado abrasão marinha. As águas dos mares e oceanos desgastam e destroem as rochas da costa mediante três movimentos: as ondas, as marés e as correntes marítimas. Ao mesmo tempo, o vaivém de suas águas traz sedimentos que são depositados nos litorais, realizando um trabalho de acumulação marinha.
A ação contínua das ondas do mar ataca a base, os paredões rochosos do litoral, causando o desmoronamento de blocos de rochas e o conseqüente afastamento do paredão.
Esse processo dá origem a costas altas denominadas falésias. 
Ação das ondas
Quando a costa é formada por rochas de diferentes durezas, formam-se reentrâncias (baías ou enseadas) e saliências no lado escarpado, de acordo com a resistência dessas rochas à erosão marinha. A ação da água do mar pode transformar uma saliência rochosa do continente em uma ilhota costeira.
Se um banco de areia se depositar entre a costa e uma ilha costeira, esta pode unir-se ao continente, formando então um tômbolo. Caso um banco de areia se deposite de modo paralelo à linha da costa, fechando uma praia ou enseada, poderá formar uma restinga e uma lagoa litoral.
As praias são depósitos de areia ou cascalho que se originam nas áreas abrigadas da costa, onde as correntes litorais exercem menos força. Quando o depósito de areia se acomoda paralelamente à costa, formam-se as barras ou bancos de areia.

Ação dos ventos

O vento é o agente com menor poder erosivo, pois só pode mover partículas pequenas e próximas do solo. Estas pequenas partículas são chamadas de sedimentos. Ainda assim, ele transporta partículas finas a centenas de quilómetros de seu lugar de origem. A ação erosiva do vento, que atinge o ponto máximo nas zonas desérticas, secas e de vegetação escassa, também contribui para a destruição do relevo da Terra. O vento desprende as partículas soltas das rochas e vai polindo-as até transformá-las em grãos de areia.
 
A erosão eólica tem dois mecanismos diferentes:
A deflação, que é a ação direta do vento sobre as rochas, retirando delas as partículas soltas;
A corrosão, que é o ataque do vento carregado de partículas em suspensão, desgastando não só as rochas como as próprias partículas.
O trabalho de movimentação das pequenas particulas dá origem a novas formas de relevo ao depositá-las nas praias e nos desertos, onde pode formar grandes acumulações móveis conhecidas como dunas. São enormes montes de areia acumulada pelo vento e que mudam frequentemente de lugar.
As dunas são elevações móveis de areia, em forma de montes. Numa duna podem ser distinguidas duas partes: uma área de aclive suave ou barlavento, pela qual a areia é empurrada, e uma área de declive abrupto ou sotavento, por onde a areia rola ao cair.
As dunas deslocam-se a velocidades que podem ultrapassar 15 metros por ano. Quando o avanço das dunas ameaça as populações humanas ou a plantação, colocam-se obstáculos, tais como estacas, muros ou arbustos, para detê-las.
Os ventos atuam, em especial, no litoral e no deserto, agindo constantemente na formação e transformação do relevo, essa é denominada de erosão eólica, um exemplo comum são as dunas formadas parcialmente de sedimentos.

ERUPÇÃO VULCÂNICA EM TONGA CRIA NOVA ILHA

Mäyjo, 24.01.15

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Uma erupção vulcânica em Tonga criou uma nova ilha que, porém, poderá rapidamente desaparecer. Segundo a AP, há mais de um mês que o vulcão, situado 65 quilómetros a noroeste da capital Nuku’alofa, no meio do oceano, está em erupção. As primeiras consequências ditaram a disrupção dos vôos internacionais para este arquipélago do Pacífico.

Segundo o vulcanologista neozelandês Nico Fournier, a nova ilha é feita de rocha vulcânica solta e tem 1,8 por 1,5 quilómetros. Encontra-se 100 metros acima do nível do mar.

“É um lugar interessante e é sempre bom assistir ao nascimento de uma nova ilha. Visualmente é espectacular, mas não há nenhum som a sair de lá, nenhum “boom”. É um bocado estranho”, explicou Fournier ao Huffington Post.

Segundo o vulcanologista, assim que o vulcão pare a sua erupção é possível que a ilha desapareça no mar, em alguns meses. O cientista admitiu ainda que a ilha, para já, não tem nome. Porém, todas estas decisões serão tomadas pelo rei de Tonga.

Forte actividade vulcânica criou nova ilha a sul de Tóquio

Mäyjo, 24.09.14

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Uma forte actividade vulcânica foi responsável pelo crescimento de uma nova ilha a cerca de mil quilómetros a sul de Tóquio, de acordo com a Guarda Costeira japonesa. A nova ilha surgiu no Oceano Pacífico e cresceu até ter uma extensão de 15 hectares, ficando praticamente colada a uma outra ilha vulcânica – Nishinoshima – que se encontra desabitada.

 

A nova formação aumentou até em oito vezes de tamanho desde que surgiu por causa das erupções vulcânicas. Calcula-se que a altura que já alcançou a cratera, que segue activa, é de 50 metros sobre o nível do mar. Ainda assim, os especialistas avisam que a ilha pode continuar a crescer.

A ilha irmã de Nishinoshima encontra-se a 130 quilómetros da ilha habitada mais próxima, motivo pelo qual se considera que a sua actividade vulcânica não põe nenhuma população em perigo.

 

Este é a primeira erupção que acontece neste local em cerca de 40 anos, depois da própria ilha de Nishinoshima ter aumentado o seu tamanho dentre 1973 e 1974, também devido à intensa actividade vulcânica.

 

A nova ilha tinha sido baptizada, provisoriamente, como Niijima ou Shinto (duas maneiras de dizer Ilha Nova em japonês). No entanto, e devido à sua proximidade da ilha de Nishinoshima, ela não receberá nenhum nome específico.

 

Forte actividade vulcânica criou nova ilha a sul de Tóquio (com FOTOS)

 

Nascimento de nova ilha durante erupção vulcânica no Japão

Mäyjo, 22.11.13


Um novo ilhéu nasce a sul de Tóquio durante uma erupção vulcânica.

Aconteceu a apenas algumas centenas de metros da ilha deserta de Nishinoshima no arquipélago de Ogasawara, no Pacífico.

Envolta numa cortina de fumo nasceu uma ilha com 200 metros de diâmetro e 20 de altura. apesar de os vulcanólogos não fazerem previsões, os japoneses têm esperança que a nova ilha resista e não fique submersa - desjam que se torne terra firma para aumentar a sua área territorial.